A música influencia a notícia ou a notícia influencia a música?
Camila reune suas duas grandes paixões em tese para monográfia
Esta é a principal pergunta que a estudante do Uni-BH, Camila de Ávila Alves, vêm fazendo. Embora Camila ainda não esteja realizando seu projeto monográfico, já está matriculada irregularmente pois se formou anteriormente em Produção Editorial, ela já vem pensando e pesquisando sobre o assunto de sua monografia. Como grande amante da música e do jornalismo, Camila decidiu fazer um paralelo entre a música e a notícia. Mas logo seu grande dilema apareceu, a estudante se deparou com duas angulações de um mesmo pensamento, ela tanto podia pesquisar as notícias servem de inspiração para a criação de músicas ou as músicas que geram notícias.
Camila não se preocupa muito com o tema de sua pesquisa, afinal seu projeto será realizado semente no próximo semestre. "Eu não sei ao certo ainda o que vou fazer, pode ser que até lá eu tenha mudado de tema também. A única coisa que se é que se escolher este tema terei que ler José Miguel Wisnisk", diz Camila. O objetivo da estudante em pesquisar sobre este tema é que ela quer descobrir quais são os critérios para uma notícia virar música (ou vice-versa).
Mas enquanto a hora de realizar seu projeto monográfico não chega, Camila se ocupa de outras coisas. Seu maior sonho, atualmente, é ingressar para o mercado fonográfico brasileiro. E as etapas para a realização deste desejo já estão sendo cumpridas. A estudante integra o coral do Uni-Bh e agora pode se considerar uma cantora profissional, pois gravou o seu primeiro cd denominado Boa pergunta e se profissionalizou como musicista.
Visite o Blog Da Entrevistada Camila de Ávila Alves
Ao analisar os sites dos principais jornais mineiros percebi que ainda falta muito para os periódicos Estado de Minas, Hoje Em Dia e O Tempo terem sites de boa qualidade, oferecendo um bom layout e uma total acessibilidade às notícias.
No site do Estado de Minas, a página principal conta com um layout interessante, onde as editorias e seções do jornal se localizam em uma coluna do lado esquerdo da página. Elas são distribuídas de acordo com seus posicionamentos nos cadernos do jornal: Primeiro Caderno, Suplementos e Serviços. Há uma outra coluna, do lado direito da página, que conta com a miniatura da capa do dia do periódico (que pode ser ampliada), a miniatura da charge do dia (com o mesmo intuito de ampliação) e ainda links promocionais do proprio EM ou Diários Assossiados (grupo a que o jornal pertence).
Já as noticias são mal dispostas, pois no topo da página há duas noticias somente com texto, sem ilustrações nem fotos, o que não chama a atenção do leitor. As reportagens com fotos estão na parte inferior da página. Ao meu ver esta questão poderia ser repensada e a distribuição de notícias poderia ser feita colocando uma reportagem com foto no alto da pagina e outra no final.
Mas a minha maior insatisfação com o site foi com o critério de navegabilidade. Sempre pensei que o acesso à notícia era uma obrigação do jornal e um direito meu como cidadã, mas depois de navegar (ou pelo menos tentar) pelo site do EM percebi que o capitalismo e a busca pelo lucro é maior do que a ética e o princípio fundamental do jornalismo: informar. Tive a triste surpresa de perceber que eu tinha livre acesso para leitura de somente algumas matérias e que para acessar todo o conteúdo do site era preciso que eu fosse assinante ou do UAI ou do próprio jornal.
Já o jornal Hoje Em Dia conta com um layout mais chamativo (na cor vermelha) e, ao meu ver, melhor desenvolvido. Da mesma forma que o Estado de Minas, há duas colunas na pagina principal; a da esquerda contém propagandas para serviços e edições especiais do próprio periódico. Juntamente com links dos 15 colunistas diários do jornal, links dos cadernos semanais, serviços e ainda os indicadores de preços do dólar.
A coluna da direita conta com uma miniatura da capa do dia do periódico (no mesmo esquema de ampliação do Estado de Minas), um link para se cadastrar no site, links para as editorias de opinião (editorial, charge e artigo) e cartas. Possuindo, ainda, enquetes, previsão do tempo e links para pesquisar e visualizar edições anteriores do jornal.
As noticias são disponibilizadas no meio da pagina, onde há uma reportagem manchetada (sem foto) e uma outra repostagem com uma foto como destaque. Abaixo seguem as editorias do jornal (esporte, politica, economia, mundo, minas, Brasil, cultura e classificados inteligentes) com links para suas suas principais reportagens.
Um pouco no mesmo perfil do jornal Estado de Minas, o Hoje em Dia tem um grande conteúdo restrito, porém todos podem ter acesso, basta preencher a um breve cadastro no site, esperar que o provedor envie uma senha para o seu e-mail e pronto! Você já tem livre acesso as noticias.
A página conta ainda com links para áreas como expediente, fale conosco, anunciar, assinaturas e classificados inteligentes, localizados abaixo da logomarca do jornal. E logo abaixo dessas seções há um link para acessar as últimas notícias e acontecimentos de todo o mundo. O que faz jus ao critério de noticiabilidade e acesso à informação.
O jornal O Tempo, por sua vez, tras uma página com um formato mais clean, as letras são pequenas e o layout possui cores menos chamativas como o branco e cinza e, somente alguns detalhes de amarelo mostarda. As cores não dão muito destaque nem ao site, nem ao texto, não dando ênfase às notícias e ainda dificultam a leitura, que se torna cansativa e enfadonha.
A disposição das editorias, colunistas e cadernos acontece um uma coluna, à esquerda. Juntamente com links para os Jornais da Pampunha e Super Notícias (periódicos do mesmo grupo do jornal O Tempo).
Já a coluna da direita conta com um destaque maior para a coluna do Vitorio Medioli e ainda faz uma publicidade do livro "Levando a Vida Leve" de Laura Medioli. Neste caso percebemos um certo favorecimento à família Medioli, o que eu acho inconveniente por se tratar de um site de jornalismo. Onde a principal regra é a objetividade e imparcialidade. Na coluna da direita ainda há uma enquete, que visa saber a opinião das pessoas sobre algum assunto da atualidade.
As noticias se dispõe no centro da página, com pouquíssimo apelo visual. Como foi dito anteriormente as letras são pequenas e cinza com o background branco. As fotos são poucas e pequenas. E ainda, os tamanhso e cores das letras das manchetes são muito ruins, sem qualidade visual nenhuma. Acaba que você navega pelo site sem nada te chamar muito a antenção. Para mim, o único ponto positivo do site é que nele a navegabilidade e o acesso à todas as notícias é livre, sem ter que ser assinante de nada e nem mesmo se cadastrar no site.
Após nevegar pelos sites dos três jornais de maior destaque em Minas Gerais pude perceber que há muito o que ser modificado, repensado e explorado em todos os periódicos. Alguns têm que rever não somente a infra-estrutura disponibilizada pelo site, como também a política da empresa.
Porém, todos têm que visar a satisfação do leitor e a qualidade tanto de seus impressos quanto de suas páginas na internet. Afinal esses jornais são formadores de opinião e se há uma dificuldade de acessibilidade (não importando se com senhas, cadastros ou layout) isto tem que ser tratado e solucionado, para que seu público esteja sempre satisfeito com o produto que consome (real ou virtualmente).
"Plagiar Ou Não Plagiar, Eis A Questão"
O direito a leitura só foi dado, legalmente, para os brasileiros depois da Lei Diretrizes e Bases sancionada em 1996. Depois desta informação fica mais fácil entender (sem justificar, é claro! Já que crimes nunca possuem justificativas) o porque de tanta incidência no crime do plágio. Pois nós, brasileiros, temos uma história muito recente de leitura, e com isso surgiu uma preguiça de ler, pensar e construir nosso reciocínio sem o auxílio de textos e pensamentos de terceiros. E com o advento da internet, a facilidade de copiar textos, fotos, músicas sem dar crédito ao autor é ainda maior.
Para mim, o plágio é um erro que nos adestraram a cometer. Pois desde a nossa infância estamos acostumados a ouvir de nossos professores que temos que ler determinados textos e transcrevê-los com nossas palavras. De certa forma isto já é plagiar. Então se queremos exterminar o plágio e os plagiadores, deveremos rever e reconsiderar os métodos de ensino desde os primórdios de nossas vidas!
Já no Jornalismo, o plágio é uma tentação quase que diária. Existem vários motivos para explicar este "pecado". Embora eu acredite que os mais plausíveis são: a preocupação com o dead line e com a aceitação do proprio texto, o medo do que os outros irão pensar, a preguiça e ainda a real tentação em ter suas idéias já escritas por outras pessoas.
Mas o agente potencializador desse crime, ainda é a impunidade. Seja tirando xerox de trechos ou livros inteiros de autores e até mesmo se apropriando de fotos ou partes de músicas, ainda há, no Brasil, uma certa conivência das pessas em não castigar quem comete este erro. E, com isso, ninguém teme o plágio e este, se torna uma lei a ser sempre quebrada pela sociadade e suas instituições.
Imagem retirada do Site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) - Sobre a Campanha de estudantes de comunicação do lelusc contra o plágio.
Leia mais sobre o plagio: O Pecado do Plágio
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